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EVOLUÇÃO DO APROVEITAMENTO HIDROAGRÍCOLA

 

 

 

Quando da inauguração da Obra a industria agro-alimentar mais desenvolvida em qualidade e quantidade poderíamos dizer que era originária da cultura do tomate ocupando cinquenta por cento da área explorada.

 

Sendo a concepção da obra o fornecimento de água por gravidade, ocupava a grande maioria da mão-de-obra de cinco concelhos na época de primavera-verão onde a crise de desemprego era mais acentuada fazendo sair de séries dificuldades de sobrevivência milhares de trabalhadoras e trabalhadores.

 

Posteriormente começou a instalar-se a cultura do arroz com agricultores oriundos de zonas do centro do País já que na região era uma cultura de pouca importância fazendo-se com água captada do rio Guadiana antes da construção da Barragem.

 

A partir do ano de 1975 a evolução dos salários, a diminuição da mão de obra e dificuldades na exportação dos produtos derivados do tomate, sobretudo concentrado, originou o aparecimento de culturas alternativas já bastante ou totalmente mecanizadas como o milho e o girassol, mantendo-se ainda a cultura do arroz que tinha evoluído para novas tecnologias de sementeiras superando assim a falta de mão de obra e aumento de custos da mesma.

 

Posteriormente com a electrificação rural assiste-se à aplicação de novas técnicas de regar como a de gravidade ser substituída por pressão que poupava consumos de água aumentando produtividade e tornando-se um meio de mais garantia nos resultados líquidos das explorações.

 

É neste período que a cultura do arroz começa a diminuir para dar lugar ao milho, girassol e cereais nomeadamente o trigo.

 

A Associação sempre atenta à necessidade de evoluir e dar resposta às novas tecnologias de regadio implementou uma série de medidas, a partir de 1991, nomeadamente o estudo preliminar da reconversão e modernização do perímetro de Rega com fornecimento de água sob pressão e não por gravidade e a construção de uma central hidroeléctrica num interesse de automatização, com regime de exploração do tipo abandonado, com telecomando a partir da sede.                                                                                                                                          

 

 

 

O somatório dos caudais pedidos diariamente pelos Regantes introduz-se numa tabela de caudais diários no Software informático específico de comunicação e controle da Central e módulos.

 

 

 

 

 

São transmitidos via telefónica de uma linha comutada e Modem de comunicação da Sede para os autómatos da Central Hídrica.

 

A automatização da Central processa os valores e faz a gestão da água a sair da Barragem, quais os que são turbinados e os libertados pela bateria de módulos.

 

Os sistemas telecomandados foram também montados nas Estações Elevatórias e aberturas e fechos de medidores de caudais nas entradas dos canais principais e alguns secundários e constituídos por pórticos que suportam os servomotores de comando dos obturadores e respectivas alavancas.

 

A degradação dos canais acentuava-se de ano para ano, a manutenção e conservação também mais custosa e o período era demasiado demorado, na ordem de cinco meses.

 

Iniciou-se uma série de ensaios com materiais para a impermeabilização de canais o que foi conseguido com óptimos resultados permitindo que a manutenção e conservação fosse reduzida para trinta dias, os respectivos custos diminuíram significativamente e tornou possível fornecer água às culturas de Outono/Inverno nomeadamente cereais e beterraba e antecipar as sementeiras ou plantações de culturas de primavera como tomate, a beterraba e o milho.

 

As áreas regadas sob pressão e de iniciativa dos empresários agrícolas foram aumentando com Pivot’s, aspersores e gota a gota esta última na cultura do tomate, do olival e do pomar que também tiveram aumento de superfície.

 

Actualmente está, finalmente, em curso a obra do primeiro bloco, na ordem dos mil hectares de reabilitação e modernização deste Perímetro que tornará possível o fornecimento de água sob pressão através da Associação, já que a obra foi concebida para fazer por gravidade com as inerentes perdas de água, situação que se minimiza ou quase se anula por o sistema que se inaugurará muito brevemente.

 

 

 

Esta Associação, desde sempre, tem apoiado e colaborado com todas as instituições e projectos para a melhor racionalização na utilização da água nomeadamente com o COTR – Centro Operativo de Tecnologia de Regadio que nos últimos anos tem implementado a informação à agricultura compilando através de uma rede de estações agro-metereológicas os elementos meteorológicos, dando um contributo muito eficiente de apoio às culturas de regadio e controlo de operacionalidade dos equipamentos de rega sob pressão.

 

Após a recepção semanal emanada deste Organismo de dados técnicos de evapotranspiração das diversas culturas estes são transmitidos automaticamente para receptores dos agricultores utentes deste Perímetro com uma “conta corrente” de consumos e previsão total das necessidades hídricas.

 

Também esta Associação esteve inserida no Projecto Internacional DEMETER – Demonstração da Aplicação de Tecnologias de Observação da Terra em Serviços de Aviso de Rega, alargado a Espanha, Itália e Grécia e posteriormente no Projecto ao nível mundial PLEIADes perseguindo os mesmos objectivos do anterior.

 

O objectivo é proporcionar aos Serviços de Aviso de Rega ferramentas inovadoras (baseadas em Tecnologias de Observação da Terra e nas Tecnologias de Informação) para conseguir uma melhor eficiência na utilização da água para rega.

 

À sua escala continuará esta Associação aberta ao diálogo, à colaboração com as mais diversas Instituições tais como Escolas Politécnicas, Universidades, Órgãos de Tutela e assim contribuir com a cota parte a favor de uma agricultura de regadio sustentável, persevadora do ambiente e competitiva.

 

Também implantou a criação da FENAREG – Federação das Associações de Regantes de Portugal fazendo parte dos Órgãos Sociais.

 

Actualmente é parceira do projecto Internacional, denominado PLEIADeS.