Create a Joomla website with Joomla Templates. These Joomla Themes are reviewed and tested for optimal performance. High Quality, Premium Joomla Templates for Your Site

 

RAZÃO  DE SER DA OBRA DO APROVEITAMENTO

 

 HIDROAGRÍCOLA  DO CAIA

 

 

 

As irregulares e adversas condições climáticas do Alentejo, baixa produtividade na monocultura cerealífera e significativas crises cíclicas de desemprego junto ao prejuízos causados pelas cheias nas terras mais férteis desde há muito vinha chamando as atenções de técnicos e governantes.

 

Perante esta situação foi elaborado o Plano de Rega do Alentejo levado a efeito pelo Ministério das Obras Públicas através da Direcção Geral dos Serviços Hidráulicos.

 

O referido Plano visaria o desenvolvimento sócio-económico e criando indústrias especialmente ligadas à produção agrícola, pecuária e florestal assim como abastecer populações onde as disponibilidades de águas subterrâneas se começavam a mostrar escassas.

 

Paralelamente se criariam infra-estruturas como o desenvolvimento da rede viária e centrais hidroeléctricas.

 

Os primeiros trabalhos para o estudo de uma albufeira no rio Caia foram efectuados entre os anos 1933 e 1938 pela Junta Autónoma das Obras de Hidráulica Agrícola e posteriormente integrada na Direcção Geral dos Serviços Hidráulicos.

 

Em 1940 na “Revista Agronómica” (volume XXVIII, pgs. 122 a 131) pugnou o engenheiro agrónomo Lereno Antunes Barradas pela realização do empreendimento.

 

No ano de 1942, os representantes dos Grémios da Lavoura de Campo Maior e de Elvas, das duas respectivas Câmaras Municipais e das Casa do povo de Campo Maior, de Santa Eulália, de S. Vicente, de Vila Fernando, de Vila Boim, de Terrugem e de Barbacena, num total de quarenta em exposição dirigida a Sua Excelência o Senhor Presidente do Conselho, pediam que o Aproveitamento Hidroagrícola do Caia fosse incluído no Plano de Obras de Hidráulica Agrícola.

 

A exposição informada pela Junta Autónoma das Obras de Hidráulica Agrícola e mereceu despacho do Ministro das Obras Públicas de então no sentido de ser “assunto a considerar oportunamente”.

 

Em Dezembro de 1943, no 1º. Congresso Nacional das Ciências Agrárias, o engenheiro agrónomo Manuel Antunes Barradas tratou também da “Albufeira do Caia”.

 

No mês de Janeiro do ano 1950 a Câmara Municipal de Campo Maior  publicou um folheto intitulado “ALBUFEIRA DO CAIA” e que acompanhou o pedido com o Governador Civil do Distrito de Portalegre, ao Governo, a construção da “ALBUFEIRA DO CAIA”.

 

Em Setembro de 1958, a Direcção Geral dos Serviços Hidráulicos apresentou o projecto do Aproveitamento Hidroagrícola do Caia sobre o qual o Conselho Superior de Obras Públicas emitiu, em 11 de Dezembro de 1959, o seu parecer, sendo relator o engenheiro João Pedro da Costa.

 

Em Protocolo de 13 de Maio de 1961 foi previsto um empréstimo com a República Federal Alemã e Portugal, tendo sido autorizado o Ministério das Finanças pelo Decreto-Lei nº. 44693 de 16 de Novembro de 1962 a emitir o referido empréstimo externo.

 

Estava assim consolidada a primeira fase do Plano de Rega do Alentejo, praticamente iniciada em 1963, com o lançamento das principais empreitadas para construção de elementos da Obra de Rega dos Campos do Caia e no dia 10 de Fevereiro de 1967 efectuou-se o fecho da comporta da descarga de fundo tendo-se principiado o seu enchimento.

 

Finalmente foi inaugurada no ano de 1967 com o então Presidente da República Almirante Américo de Deus Rodrigues Tomás.

 

Em alvará de 26 de Março de 1968 foi criada a Associação de Regantes e Beneficiários do Caia passando-se a denominar a 29 de Setembro de 1988 Associação de Beneficiários do Caia situação que actualmente persiste.

 

A Obra do Aproveitamento Hidroagrícola do Caia destina-se a beneficiar 7.258 hectares numa extensão de 35 Km, ao longo da Fronteira e dos rios Caia e Guadiana.

 

Fornecerá os caudais necessários à rega com a dotação média anual de 6.840 m3/ha e abastecimento de água às populações dos Concelhos de Elvas, Campo Maior, Arronches e de Monforte.